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Instinto de sobrevivência - Vereadores aliados se jogam como kamikazes na defesa do governo Léo Coutinho

Apesar de reclamarem horrores nos bastidores, vereadores governistas tentam 
ganhar algum beneficio com o prefeito

O blog acertou em partes ao publicar na manhã desta segunda-feira, 15, que o vereador Léo Barata iria fazer o papel de kamikaze na Câmara na defesa do prefeito Léo Coutinho. Digo em partes porque o papel de suicida político não coube somente ao ex-secretário de Cultura, mas sim de boa parte da base aliada.

Um Léo Coutinho “humano”, “sensível”, “competente” e “trabalhador” foi encontrado nos discursos dos governistas Mário Assunção, Thaís Coutinho, Ana Lúcia Ximenes e Léo Barata, que acabou por não conseguir, como queria, todos os holofotes para a defesa solitária do prefeito.

Logo na abertura dos trabalhos legislativos, quando travou-se um debate entre o oposicionista Catulé e a presidente Ana Lúcia Ximenes, sobre a leitura da mensagem do prefeito, que só acontecria ao término da sessão, sem a possibilidade de análise e comentários dos parlamentares, acabou prevalecendo a vontade da ultragovernista comandante-em-chefe da Câmara, impossibilitando um contraponto dos oposicionistas.

Catulé fez questão de registrar o descrédito da Câmara caxiense durante as gestões da família Coutinho, que ao contrário das assembleias legislativas e do Congresso Nacional, onde tanto o presidente da República como os governadores dos estados comparecem nas respectivas casas legislativas para fazer a leitura da mensagem do Executivo, numa forma de respeito e harmonia entre os poderes, o mesmo nunca aconteceu em Caxias .

Coube também a Catulé a primeira saudação a Léo Barata pela volta ao legislativo e reconhecer o esforço do colega para fazer um grande trabalho na Cultura do município, que, segundo o parlamentar, não foi possível devido a falta de apoio do prefeito. “Vejo no Jornal Pequeno a publicação de um edital de licitação que será feita na Secretaria de Cultura, justamente depois que Vossa Excelência deixa a pasta, eles agora estão preocupados com o setor”.

“Deixou um buraco na Cultura”

Como sempre, a vereadora Thaís Coutinho conseguiu roubar a cena com seus discursos.

Ao falar do trabalho de Léo Barata na pasta que comandou por poucos mais de 3 anos, Thais disse que o mesmo “deixou um buraco na Cultura”.

Embora sem saber construir um discurso minimamente coeso, o tal do “buraco” deixado por baratinha que a prima do prefeito se referiu não se trata de nenhum desfalque financeiro ou coisa parecida, mas sim ao vazio deixado pelo colega no que seria um grande trabalho desenvolvido pelo mesmo na cultura.

Doença de HC teria sido uma das causas da má administração

Tentando fazer a diferença no papel de kamikaze do grupo Coutinho, Léo Barata se juntou a colega Thais Coutinho para saber quem cometeu a maior gafe da noite.

É que ao relatar as supostas dificuldades do nosso incompetente gestor nos primeiros dois anos de mandato, baratinha acabou colocando a doença de Humberto Coutinho, além da suposta perseguição do governo Roseana, como um dos fatores que acabaram por dificultar a primeira metade da administração Léo Coutinho, gafe devidamente anotada por Catulé num providencial aparte onde enumerou todas as incoerências do discurso do candidato nº 1 a kamikaze.  

Com a base governista fazendo rasgados elogios ao prefeito Léo Coutinho, coube a vereadora Benvinda Almeida fazer o que certamente foi o mais coerente discurso da noite.

Benvinda abordou as incoerências dos discursos governistas e a realidade vivida pelos caxienses. “Fecham hospitais, descredenciam clínicas de quem não comunga com a política deles e nem o IML, que foi transferido de Caxias para Timon, e que aumenta a dor de quem perdeu um parente e tem que esperar até 2 dias após a morte para receber seu parente”, desabafou a oposicionista.

Fábio Gentil fez um duro discurso relatando os detalhes que levaram ao descredenciamento da Clínica Santa Teresinha, de propriedade do seu primo, Ermando Filho, como um ato de perseguição política devido ao seu grau de parentesco com o proprietário.

O prefeito é um pau mandado, pois disse que estava descredenciando a clínica do Dr. Ermando por ordens do seu tio, deputado Humberto Coutinho”, disparou Fábio Gentil.

Como não poderia deixar de ser, a claque, formada por mensalinhos e fantasmas da Assembleia, se fez presente para dar apoio moral aos vereadores governistas. Aqueles mais desprovidos da sorte, que formam a periferia dos mensalinhos, eram os mais empolgados e vez ou outra ensaiavam um aplauso mais forte quando o prefeito era elogiado.

Apelação ao extremo

Até o batido e surrado pagamento em dia dos salários dos servidores da Prefeitura foi abordado nos discursos governistas, mostrando que, embora vez ou outra tentem vender um Léo Coutinho dinâmico e capaz, o pagamento em dia dos salários continua sendo o pilar dos discursos coutinhianos, tanto faz ele ser vereador, fantasma ou mensalinho.

A primeira sessão legislativa do ano serviu para mostrar que Léo Barata não irá surfar sozinho nessa onda de candidato a kamikaze, pois alguns colegas governistas parece que estão enciumados com os benefícios que ele poderá receber do Palácio da Cidade pelos seus préstimos e prometem se jogar de peito aberto no ingrato papel de escudo do governo Léo Coutinho.

Blog do Sabá
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