terça-feira, 8 de novembro de 2016

Núcleo de ensino em braille do colégio José Teixeira é destaque em Trabalho de Conclusão de Curso de estudantes da UEMA


Duas acadêmicas do curso de química da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), polo de Esperantinópolis, Programa Darcy Ribeiro, visitaram hoje (08) o Colégio Municipal José Teixeira com o intuito de pesquisar a evolução do estudo oferecido aos deficientes visuais e dá suporte pedagógico ao Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) apresentando a tabela periódica dos elementos químicos em braille.

O que chamou muito a atenção da direção do colégio e da Sala  de Recursos Multifuncionais e Atendimento Educacional Especializado (AEE), foi o porquê de procurar o Colégio José Teixeira, e não outros centros mais evoluídos. Segundo Valéria Rodrigues Viana e Sandra de Sousa Silveira, Tuntum é a única cidade de toda região que oferece estudo em braille. Portando uma placa contendo parte do alfabeto em braille, as duas universitárias transmitiram suas habilidades de manejo com o sistema de pontos, especificamente os elementos químicos da tabela periódica, até então, desconhecidos para as duas alunas presentes. As acadêmicas disseram que o objetivo central da visita é de dá melhor conhecimento aos estudantes das características e funções da própria tabela.

O Colégio José Teixeira, de fato, é o pioneiro em toda região nessa modalidade de atendimento, tendo iniciado os trabalhos de atenção aos Portadores de Necessidades Especiais com a abertura do núcleo no ano de 2013. Hoje já são 30 alunos matriculados, todos amparados por laudo médico que diagnostica o problema. Os atendidos são pessoas especias portadoras de deficiência intelectual, física, auditiva, visual, hiperativa etc.
Entre todos os matriculados, segundo a coordenação do núcleo, merece destaque as estudantes Samara Aline e Alzenira Pessoa, ambas portadoras de deficiência visual e estudantes de braille, que de forma surpreendente estão tendo um excelente rendimento, inclusive lendo normalmente. "Elas estão evoluindo em todos os sentidos, tanto na visão pedagógica, como na emocional, inclusive já estão querendo fazer outros cursos. Elas hoje já se sentem mais inseridas na sociedade", declara a professora Rossana Lobo. Para a diretora do Colégio José Teixeira, Susana Alves e Silva, já é um avanço o colégio e o município contar com as salas de recursos multifuncionais, mas já existe a necessidade de uma maior evolução tecnológica e aprimoramento profissional.