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sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Bebês são trocados em maternidade ; mãe encontra filho biológico em consulta

Hospital de Alta Floresta não reconheceu falhas em procedimento




Uma jovem de 24 anos, identificada como F.M.G., revelou, em uma publicação no Facebook, que seu filho foi “trocado” na maternidade do Hospital Regional de Alta Floresta (704 km de Cuiabá). Conforme relato, o caso ocorreu em maio de 2017 quando houve o nascimento de dois bebês no mesmo dia na maternidade do Regional Albert Sabin.
O seu filho, de nome Eduardo, nasceu às 20h46 e outro de nome Felipe, nascido às 20h06. A história impressiona quando a jovem relata que conheceu a família que estaria com seu filho verdadeiro. “Deus me preparou depois de um tempo para que no dia 03/10/2017 eu tivesse o primeiro encontro com meu filho biológico, sem sabermos de nada, sem combinar nada tanto eu como a outra mãe, fomos colocadas frente a frente pelos propósitos e destino de Deus”.
No relato, ela afirma que, assim que viu o filho biológico, desconfiou que poderia haver a troca de bebês na maternidade.  e como descobriu que a criança que está com ela não é seu filho biológico. “Eu conheci o bebê e mãe durante um consulta do posto de saúde do bairro da minha mãe, quando ela me mostrou o bebê dela eu entrei em choque porque percebi que era a cara o meu marido. Naquele momento passou várias coisas na minha cabeça, mas eu não quis acreditar nessa possibilidade de trocas de bebês de maneira nenhuma”, relata.
Em dúvida, ela resolveu fazer o exame de DNA com o filho que recebeu da maternidade. Ela contou que ficou “aflita” por cerca de 30 dias, esperando o resultado do exame. “Enfim no começo de novembro chegou o resultado, que dizia com todas as letras comprovando o que eu menos esperava, que Eduardo não era meu filho biológico. Bom, entrei em desespero com a notícia, mas que mãe não ficaria numa situação dessas hem??? De estar criando há 6 meses com todo amor, carinho, certezas maravilhosamente acreditando com todas as forças que seu filho é seu e pronto acabou, e de repente não é ??? Então, ai foi onde tudo começou, meu mundo desabou, assim como imagino o da outra mãe também”, relatou em uma postagem no Facebook.
Ao FOLHAMAX, F.M.G disse que após descobrir que estava com um bebê trocado procurou a defensoria pública para relatar o caso. Relembrou que durante o parto teve um problema, precisando passar por uma cirurgia.
Com esse problema, a mãe relatou que não teve oportunidade de ver o filho quando nasceu, pois foi encaminhada direto ao centro cirúrgico. “Infelizmente não pude ter esse privilégio, esse presente que todas as outras mães tiveram. Mas, devido eu ter passado mal, tido um parto delicado, necessitei ser levada as pressas para o centro cirúrgico, onde só me lembro de uma coisa durante os 40 minutos que ali fiquei, me lembro de ter olhado para cima e orado a Deus pedindo para que cuidasse e guardasse o meu filho e a mim, porque não saberia o que poderia ali me acontecer”, diz.
“No entanto foi ai onde tudo começou, durante esse tempo de minha ausência, infelizmente o destino de #EDUARDO e #FELIPE foram trocados na maternidade após nascidos”, contou.
O caso “corre” em segredo de justiça e está sobre os cuidados da juíza Janaina Rebucci Dezanetti. Segundo F.M.G  a outra família também realizou o exame de DNA da criança, que também apontou resultado negativo. Agora, ela aguarda a autorização da justiça para o “DNA reverso”.
Na postagem, ela relata ainda que já se passaram três meses despois que descobriu o caso e não “condena” o hospital, mas exige o direito de mãe de buscar a verdade. Ela também cobra uma solução rápida para o caso.
“Já passaram mais de 3 meses, e nada de darem alguma resposta concreta e decidida para acabar com esse sofrimento. Pois sei que errar é humano, quem sou eu para julgar...mas para isso a justiça teria que analisar melhor o nosso caso o quanto antes melhor e resolver de uma vez por todas logo essa troca dos bebês. Assim como nós, a outra família não tem culpa de nada, para que acabe esse transtorno e sofrimento que estamos passando, e vir só alegrias e bênçãos de DEUS”, finalizou.
OUTRO LADO
Por meio de nota, o diretor do Hospital Regional de Alta Floresta, José Marcos Santos da Silva, explica o procedimento de nascimento das crianças, destacando que uma pessoa acompanha a mãe nos partos.
Ele confirmou que existiram dois partos na noite da troca de bebês. Todavia, não sabe como ocorreu, pois, apesar de Franciele ter sido levada para o centro cirúrgico, a acompanhante esteve a todo momento ao lado do bebê.
“A acompanhante relatou que esteve todo o tempo acompanhando o processo, desde o parto até o outro dia. E que não consegue imaginar como isto foi acontecer, pois permaneceu acompanhando e cuidando do RN desde o seu nascimento. Essa informação foi obtida quando a Enfermeira chefe do hospital foi comunicada na Unidade de Coleta e Transfusão de Sangue (UCT), quando foi solicitada por uma funcionária que informou sobre a suspeita da troca e mostrou o resultado do exame de DNA, até esse momento não havia ocorrido quaisquer informações sobre este fato formalmente ao hospital”, diz a nota.
O hospital está investigando alguma falha no procedimento. “O hospital até o momento não encontrou qualquer falha nos procedimentos adotados, pois as crianças saíram corretamente identificadas constando o nome da mãe, data, horário do nascimento e sexo, as mães estiveram alojadas no mesmo ambiente após o parto em conjunto com seus RN’s até a alta hospitalar”, conclui a nota.
Íntegra da nota do Hospital Regional de Alta Floresta:O HRAFAS disponibiliza para suas pacientes parto cesariana e vaginal. Com equipe especializada e ambiente apropriado para oferecer conforto às gestantes. Temos uma sala de parto, 5 leitos de pré-parto e um alojamento conjunto com 6 leitos.Todo recém-nascido (RN) é recepcionado pelo enfermeiro, e identificado conforme o Protocolo da instituição, que consiste em: Na recepção da gestante em trabalho de parto identifica a mãe com pulseira, e imediatamente após o nascimento coloca a pulseira no RN com o nome da mãe, data do nascimento, hora e sexo; em seguida apresenta o RN à mãe e acompanhante, mostrando a pulseira identificada no RN com seu nome, encaminhando em seguida ao alojamento conjunto, se as condições clínicas da mãe e do RN permitirem. No alojamento conjunto, o RN é colocado em berço de acrílico, identificado com a sigla “RN” seguida do nome da mãe, ao lado do leito materno.Segundo relato da equipe de enfermagem havia 2 mães  em trabalho de parto naquele instante. A mãe Franciele Monteiro Garcia, teve o RN na sala de parto às 20h46,   nasceu hipoativo, foi recepcionado, colocado em berço aquecido, e em oxigenioterapia. A puérpera após o parto apresentou hemorragia e foi encaminhada ao centro cirúrgico para controle. Em seguida a enfermeira foi chamada no quarto ao lado onde se encontrava outra gestante, já em trabalho de parto que aconteceu ali mesmo no quarto.  O RN foi levado à sala para os cuidados e, em seguida, entregue à mãe em alojamento conjunto, porém o RN de Francielle continuou em oxigenioterapia, no berço aquecido na sala de parto. Procedimento normal para esses casos.A acompanhante relatou que esteve todo o tempo acompanhando o processo, desde o parto até o outro dia. E que não consegue imaginar como isto foi acontecer, pois permaneceu acompanhando e cuidando do RN desde o seu nascimento. Essa informação foi obtida quando a Enfermeira chefe do hospital foi comunicada na Unidade de Coleta e Transfusão de Sangue (UCT), quando foi solicitada por uma funcionária que informou sobre a suspeita da troca e mostrou o resultado do exame de DNA, até esse momento não havia ocorrido quaisquer informações sobre este fato formalmente ao hospital.O hospital até o momento não encontrou qualquer falha nos procedimentos adotados, pois as crianças saíram corretamente identificadas constando o nome da mãe, data, horário do nascimento e sexo, as mães estiveram alojadas no mesmo ambiente após o parto em conjunto com seus RN’s até a alta hospitalar.José Marcos Santos da SilvaDiretor GeralHospital Regional de Alta Floresta Albert Sabin

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