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“Flávio Dino não precisa mais pensar em mim”, declara Zé Reinaldo ratificando o rompimento com o governador, a quem diz ter ajudado tanto

Deputado José Reinaldo Tavares (E) será investigado no Supremo; governador Flávio Dino no STJ
AQUILES EMIRO deputado federal e ex-governador José Reinaldo Tavares (sem partido) botou mais lenha na fogueira para aumentar a temperatura política no Maranhão depois do anúncio de seu rompimento com o governador Flávio Dino (PCdoB). Numa entrevista ao jornalista Manoel Santos Neto, do Jornal Pequeno, publicada na edição deste domingo, ele chega a se queixar do desprestígio como é tratado pelo governador, com quem não consegue mais sequer marcar uma audiência.
Zé Reinaldo lembra que em 2006 o então presidente Lula (PT) o chamou a Brasília para pedir que se reaproximasse do ex-presidente José Sarney, com estava rompido desde 2004, e fizesse as pazes no grupo, mas ele não aceitou devido à campanha difamatória de aliados de Sarney contra ele e sua família. E pergunta:
“E seu eu tivesse dito sim ao presidente Lula?” E é ele mesmo quem responde: “O Jackson não teria sido governador, o Flávio não teria sido nem deputado… De forma que eu paguei caro tudo isso. Sofri muito, fiquei sozinho depois e enfrentei muitas incompreensões”.
Zé Reinaldo acrescenta que para eleger Flávio Dino colocou grandes amigos para ajudá-lo “e o resultado disso foi que ele foi o quarto mais votado para deputado federal”. Ao recordar este esforço para colocar Flávio Dino na política e o preço que paga por isto, diz que o governador “não precisa mais pensar em mim. Vou buscar uma chapa em que eu possa estar e ter chance de vitória”.
Lamento – José Reinaldo diz que lamenta a situação ter chegado a esse ponto, pois gostaria até de continuar esta história, mas vê que as coisas mudaram. “Eu já não sou mais a pessoa bem quista, procurada… Eu tento falar com ele e é difícil marcar audiência. Então eu acho que não tenha mais idade para isso”.
O ex-governador repete a declaração dada a O Imparcial em que menciona o interesse de outros candidatos o quererem ao seu lado. “Se um não quer, muitos outros querem”.
Quanto à sua candidatura ao Senado, diz que ela se mantém de pé. “Seu eu ganhar ou perder, isto é uma condição da politica. Eu pretendo ganhar, e vamos formar um grupo grande para disputar essa eleição”.
Por Aquiles Emir(Maranhão Hoje)

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