sábado, 8 de dezembro de 2018

Padrasto monstro que matou enteada de 2 anos usava arma de choque para ‘castigar’ a criança

Mãe de criança morta por padrasto: 'Ele batia na cara dela. Dava choques na minha filha' (Foto: Celso Rodrigues)
Um crime bárbaro e covarde assustou os paraenses nesta sexta-feira (7): uma menina de apenas 2 anos morreu após ser agredida com socos e chutes pelo padrasto, Jailson Carvalho da Silva, de 23 anos, que foi preso em flagrante, minutos após o crime. A criança chegou a ser socorrida para um hospital, mas não resistiu.
As agressões foram cometidas dentro de um dos quartos de uma vila de kit-nets na rua São Raimundo, no bairro da Cabanagem, em Belém. Era por volta das 11h30 quando a mãe da menina, Fernanda Rodrigues Mendes, de 23 anos, fazia o almoço e acabou se desentendendo com o companheiro. Ele agrediu a mulher na frente da criança e a pequena começou a chorar, foi quando a menina passou a ser vítima.
“As informações que chegaram ao nosso conhecimento foram que uma discussão entre um casal culminou em agressão física. O homem espancou a esposa e, nesse momento a criança, filha apenas da companheira, começou a chorar. Para calar o choro da criança, ele pisoteou por três vezes a região abdominal dela e, provavelmente atingiu os outros órgãos vitais. Na hora, a criança desfaleceu. A mãe pegou a criança, pediu ajuda de um vizinho e a levou até o posto de saúde da Marambaia. Mas quando chegou na unidade, a criança veio a falecer. Tudo vai depender da perícia para saber se a menina chegou morta ou se ainda passou por algum procedimento”, detalhou a delegada Sílvia Mara Tavares, da Unidade Propaz do Instituto Médico Legal (IML),onde o caso foi registrado.
Segundo o guarda municipal Ronaldo Pinheiro, o colega que trabalha na unidade da Marambaia o comunicou sobre o fato. Em seguida, outras equipes da Guarda se reuniram para encontrar o acusado. “O guarda avisou da morte de uma criança de 2 anos e que a mãe afirmou que foi o padrasto quem a matou. Fomos até o local. Ele tentou fugir, mas foi imobilizado pela população”, contou. “Os vizinhos contaram que na noite anterior essa criança chorava muito. E durante a manhã também”, acrescentou.
A reportagem do DIÁRIO conversou com a mãe da criança. Muito abalada, ela deu respostas curtas, mas cheias de dor.
“Ele batia na cara dela. Dava choques na minha filha”, diz mãe da vítima
O que aconteceu nessa manhã?
A gente ‘tava’ brincando. Virei as costas para fazer o almoço. Ele ficou brincando com ela em cima da cama. Ela começou a chorar. Quando olhei, ele tava mordendo o pé dela. Pedi para ele parar, ele disse que não ia parar. Depois a gente começou a brigar. E ele bateu nela.
Ele costumava bater em você? E na criança?
Sim. Em mim já bateu outras vezes. Há um mês ele vem batendo nela também.
Como eram as agressões?
Ele me dava socos. Batia na cara dela com tapas no rosto, com a sandália. Pisava na barriga dela.
E a arma de choque? Para que ele usava?
Ele dava choques na minha filha. Assustava ela.
Por que você não denunciou, não pediu ajuda?
Eu passava o dia todo trancada em casa. A gente mora há pouco tempo nessa região. Não conheço ninguém aqui. Ele também me ameaçava.
Por que não entregou a criança para o pai criar?
Pois é... me arrependo de não ter feito isso.
E agora? Com a filha morta, qual o sentimento por ele?
(Não houve resposta )
(Michelle Daniel/Diário do Pará)