Avó deixa neto de um ano morrer de fome e sede dentro da própria casa

A morte de um bebê de um ano e sete meses movimentou a cidade de Porecatu, a cerca de 80 quilômetros de Londrina, no Norte do Paraná, na madrugada do último sábado (18). Ele estava na casa da avó, Michele Penteado Rodrigues, bioquímica e farmacêutica, de 39 anos, que foi presa em flagrante autuada por crime homicídio qualificado. A criança teria morrido por falta de assistência e negligência da responsável.

A avó relatou à polícia civil que a criança foi dormir limpa na quinta-feira por volta das 22:30h, mas que somente por volta das 15h da sexta foi verificar o estado do menino e constatou que ele estava em óbito.

Segundo informações da polícia, o bebê não apresentava sinais de agressão, mas tinha uma grave ferida causada por assaduras nas costas. Na casa, de classe média alta, a criança foi encontrada em um ambiente repleto de lixo, sujeira, bebidas, cigarros e restos de comida apodrecendo em meio a larvas.

O menino estaria aos cuidados da avó desde o começo do mês. A mãe, uma jovem de 17 anos, teria se mudado para o Mato Grosso a trabalho. A mãe da criança relatou que não tinha uma boa relação com avó do bebê e teria ido tentar uma vida nova. Ainda segundo a jovem, ela teria sido expulsa de casa e voltaria nessa semana para buscar o filho para morar com ela.

O que já foi determinado pela perícia é a ausência de comida no estômago e líquidos na bexiga, e que ele já estava morto há mais de 24 horas quando foi encontrado pela polícia. “A causa da morte ainda é indeterminada, mas a polícia já sabe que foi em decorrência de omissão. De acordo com o médico legista, quando foi encontrado, o bebê já estava morto há pelo menos 24 horas. Ele fez observações e falou que bexiga da criança que estava desidratada”, afirma o delegado Elisandro Correia.

Em entrevista à TV Tarobá, o delegado afirmou que as imagens da casa não traduzem o ambiente, uma vez que não transmite o cheiro forte do local, e que acredita que o bebê estaria morto há algum tempo. “Pela nossa experiência, a gente deduz que esse corpo já estava no local de dois a quatro dias”, declarou.

A Polícia Civil vai investigar o caso e a responsabilização da mãe da criança será verificada.

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