sábado, 11 de maio de 2019

Iniciada mais cedo a guerra entre Weverton Rocha e Carlos Brandão

Não tem mais como esconder a disputa interna ferrenha no grupo do governador Flávio Dino na disputa pela sucessão estadual de 2022. Os movimentos estão se antecipando nos bastidores, numa guerra que começou a ser declarada entre o senador Weverton Rocha e o vice governador Carlos Brandão.
Os primeiros sinais foram emitidos pelas ondas da Difusora que iniciou a operação “Desconstruir Brandão” sem fazer nenhuma pausa, um ponto ou uma vírgula para atacar o vice-governador. Ora, Marrapá, o instrumento é forte e foi testado com êxito em 2018 quando detonou Sarney Filho e colocou no mesmo saco o senador Edison Lobão, além de minar por todos os lados Roseana Sarney.
Mas é só o começo. O que vem por aí visa mostrar que Brandão não tem o apoio da classe política, notadamente dos prefeitos, da maior parte das bancadas federal e estadual. O jogo é bruto e Weverton Rocha aprendeu muito rápido eliminar do caminho os atropelos.
Uma das etapas da “Desconstruir Brandão” será envolver o nome do ex-governador José Reinaldo Tavares ao projeto de Brandão de ser o candidato do grupo governista. Vão tentar desenterrar um defunto para fazer Flávio Dino brecar as pretensões do seu vice.
Weverton Rocha, com habilidade, deixou as impressões digitais em três pleitos recentes: o que resultaram na eleição do presidente da Câmara Municipal de São Luís, vereador Osmar Gomes Filho, do presidente da Famem e, por último, na reeleição do deputado Othelino Neto numa eleição antecipada quase dois anos para a presidência da Assembleia Legislativa.
O senador tem hoje a simpatia e o controle da maioria dos prefeitos, dos deputados estaduais, federais e, ao que se comenta, do próprio governador.
As estratégias em curso resultarão na entrega da prefeitura da capital ao PCdoB, a eleição da ampla maioria de vereadores e prefeitos na capital e interior, a movimentação dos eleitos para declarar apoio a WR já em 2021 e a entrega de um documento ao governador Flávio Dino por mais de 32 deputados estaduais indicando o nome do senador à sucessão de Flávio Dino.
Aí Inês estará morta e Brandão restará isolado e com a uma única saída: mudar de malas e cuias para o TCE.
Do Luis Cardoso

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